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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Não mais eu, e sim, nós!

Não mais eu, e sim, nós!
Elisabeth Lorena Alves
Bem, para muitas pessoas o casamento é na verdade uma invenção humana e, para algumas pessoas, uma instituição falida criada pelo homem para escravizar a mulher e mantê-la refém dos desejos machistas do homem. Só que o casamento foi criado por Deus e, em nossa Sociedade, independente do dogma religioso que aceitamos, declaramos nossos votos diante de um altar e tomamos por testemunha Aquele que se preocupou com o ser humano e com sua solidão, trazendo a existência este relacionamento: Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade... (Malaquias 2:14).
Estes votos é uma opção que fazemos, mas no momento em que falamos diante de Deus, sempre representado por um de seus representantes na Terra, estes votos deixam de ser uma declaração de amor e passam a representar uma aliança entre o casal e Deus e, deve ser respeitada pelas palavras que dizemos: Até que a morte nos separe – dizemos. Assim, esta aliança passa a existir: Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem (Mateus 19:6); é necessário sabermos disto, de que assim que declaramos nossos votos, eles não são mais apenas entre nós e sim estão agora estendidos a Deus, que faz parte deste relacionamento. Infelizmente esquecemos disto, colocamos muitas outras pessoas dentro de nossos casamentos, mas esquecemos de fora Aquele que deveria ser a pessoa mais importante, Aquele que deveria conhecer nossos anseios, nossos medos e sonhos. Por isso muitos casamentos naufragam, porque os casais deixam de lado Aquele que deveria guiá-los e aceitam todo o tipo de conselhos que na maioria das vezes apenas incentivam os sentimentos egoísta das partes e sem levar em consideração o bem estar do casal em si.
É necessário que o casal zele pela vida em comum, não só a esposa, mas ambos: Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento...para que não se interrompam as vossas orações (1 Pedro 3:7), pois a falta destes cuidados com o relacionamento interfere em todas as outras relações interpessoais e, pode atrapalhar até a comunhão com Deus. Sim, se não estamos bem enquanto casal, até nossas orações e nossa fé enfraquecem e perdendo este apoio, voltar atrás e retomar a nossa amizade como casal se torna difícil, pois nos tornamos muito ansiosos e individualistas quando deixamos de crer e esperar em Deus.
Colocar outras pessoas em nosso relacionamento é tão prejudicial que ao criar o casamento, o Senhor Deus determinou:Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne (Gênesis 2:24), estava assim deixando claro que nem mesmo os familiares devem interferir em nosso matrimônio, mesmo que eles aleguem estar pensando em nosso bem estar.
O casamento deve ser honrado como algo especial que não deve ser manchado pelo adultério, prostituição e a lascívia: Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará (Hebreus 13:4), mesmo aqueles casais que não seguem nenhuma religião, devem se preocupar com o respeito mútuo dos votos que fizeram entre si, para manter a paz necessária para a durabilidade destes laços, que a princípio, só pode ser rompido com a morte, salvo casos específicos. A legitimidade do matrimônio está relacionada exatamente ao fato de que ele tem sua duração agregada a duração da vida de um ou de outro cônjuge.
A unidade do casamento é algo que vem desde a instituição do casamento, que foi criado para que o homem não vivesse sozinho. Com o casamento, os dois passam a ser apenas um – chamamos de casal – é uma nova unidade, onde eles dividem suas experiências e necessidades, mantendo também a fidelidade e o respeito devido a ambos. A Bíblia afirma que devemos nos relacionar fisicamente com nosso cônjuge, respeitando os sentimentos de ambos e não deixando de responder aos desejos da esposa ou esposo, pois isto pode trazer problemas diversos à relação e, principalmente, interferência do inimigo: Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência (1 Coríntios 7:5).
Só a parceria, o dividir sonhos, a admiração, pode fortalecer os laços que fazem de dois – eu – apenas um: nós. É o convívio diário que cria aquela intimidade em que o casal entende um olhar, diferencia um tom de voz imperceptível aos de fora, a força de um sorriso e de um abraço que para os outros é apenas um carinho disperso transmitem o apoio necessário para o momento.
Hoje as pessoas alegam que vivem de forma moderna e preferem viver os ditos “casamentos abertos”, onde tanto um quanto o outro cônjuge podem manter relações de intimidade com pessoas fora do casamento. Infelizmente eles nem mesmo percebem que com isto estão destruindo o plano de Deus para suas vidas e felicidade e, também não entendem o divórcio, as brigas e esfriamento do matrimônio como consequências desta nova visão, que na verdade é a ruptura de uma aliança que vem desde o Éden. Não percebem que é nesta ruptura que crescem filhos desajustados, homens e mulheres infelizes que não cessam de buscar a felicidade que jamais será encontrada enquanto não aprenderem a respeitar os laços milenares do casamento. O amor sadio, sem repulsas, sem máculas e sem egoismo, gera a segurança necessária para que a família cresça saudável e assim a Sociedade recebe o benefício, já que pessoas saudáveis são geradas em condições psicológicas favoráveis.
Deus, pela Palavra, deixa claro a possibilidade de um novo casamento: divórcio porque o parceiro cometeu adultério: Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério (Mateus 19:9) e a morte do primeiro cônjuge: De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido (Romanos 7:2-3).
Que possamos estarmos revestidos em amor, que é o verdadeiro vínculo da perfeição – como nos ensinou o apóstolo Paulo: E, sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações. E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai (Colossenses 3:14-17). Se seguirmos esta recomendação com certeza aprenderemos ser cada dia mais felizes e termos condições de manter uma vida equilibrada.
O melhor de tudo sempre é manter a nossa Fé, o nosso coração em Deus e confiar que Ele quer o melhor para nós enquanto casal. E, sempre, enquanto casal, procurar ter uma vida de comunhão com Deus, mantendo nosso hábito de orarmos ao Senhor, juntos, pedindo que em todo o tempo estejamos juntos e unidos pelo amor. E o Senhor que quer o melhor para seus filhos, nos protegerá sempre.

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